quarta-feira, 13 de maio de 2009

vago

vago pelo vago
venda preta
em olhos fechados
silêncio absoluto
tinta sobre a tela
nada sobre o nada

sexta-feira, 8 de maio de 2009

hoje

abro as portas pra razão
mergulho no meu íntimo
pro fundo...

fecho as portas do meu coração
e me preparo para encarar
o mundo.

janela


janela
esperança de vida.

esperança
janela da vida.

enquanto você dormia (canção: luz amor)

luz, amor
bem como um céu pra nós dois
bem como a vida deve ser
tudo de bom pra você!
luz, meu bem
bem como um céu, eu sei
bem como a vida há de guardar
tudo de bom pra consquistar!
estrelas no céu, uma constelação
eu com meus pés no chão
te entreguei meu coração
estrelas no céu, quando o amor chegar
bem como um céu de amor
e uma vida pra nós dois...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

um raro prazer

uma vida dupla
um duplo sentido
um sentimento mútuo
um monte de amigos
uma palavra sincera
um vocabulário fugaz
um ponto perto do zero
um pouco demais.
uma história diluída
uma água pura
uma bala perdida
uma verdade dura
um sonho de consumo
um consumo fácil
um pesadelo enquanto durmo
um pesadelo acordado.
uma eternidade
uma declaração eterna
uma realidade
uma vida moderna
um modernismo atual
uma atualidade pobre
uma insanidade mental
uma decisão nobre.
um prazer momentâneo
um raro prazer
uma decepção que passamos
uma decepção sem ver
uma noite sem dormir
um dia sem saber
um...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

sou

sou latino mundial
sou índio tropical
sou hipócrita
sou mais eu.

e por me conhecer muito bem!
tenho medo do mundo.

para Ela

sua mensagens para mim
são como flores
que enfeitam o meu jardim

caixa

cartas e fotos
estórias em memória
fragmentos de um passado feliz.

como em um crematório
nossa vida reduziu-se ao pó
e nosso amor que era tão grande
agora morre em uma caixa, só!

menina


não consigo te ler
meus olhos não conseguem te decifrar
melhor teria sido você escrita em braile
quem sabe com meu tato poderia desvendá-la.
ainda assim os mistérios de sua mente

se manteriam intactos.
pensando bem...
melhor que você fosse escrita em códigos binários
esquece...
não sei programar.
quem sabe um dicionário

que definisse todos os significados
dos seus gestos, do seu corpo, das suas intenções.
que me esclarecesse
quando o sim quer dizer não
quando o não quer dizer sim
quando você está apaixonada,

ou quando não me quer mais
quando eu devo ligar,

ou quando devo fingir que estou nem aí
quando posso deixá-la solta,

ou quando tenho que demonstrar ciúme mortal
quando devo ser meloso,

ou quanto devo ser sutil
quando devo dizer muitas palavras,

ou apenas te abraçar
quando devo emitir minha opinião,

ou apenas te elogiar.
não consigo te ler
meus olhos não conseguem te decifrar
melhor teria sido eu, outro você
para saber exatamente o que tu pensas.
esquece...
às vezes estou tão confuso que nem eu me entendo.
não consigo te ler
meus olhos não conseguem te decifrar
melhor teria vindo você, com manual de instruções
em letra Arial 12 , e sem linguagem técnica.
não consigo te ler
meus olhos não conseguem te decifrar
continuarei a tentar...
deixa estar.




Letícia


se eras tão doce.
se eras delícia.
pobre de mim.
quanta imperícia!

só sabia seu nome.
se chamava Letícia.

em algum lugar do passado


em algum lugar do passado,
passeia meu corpo acompanhado,
à espera de, quem sabe um dia.

em algum lugar do futuro,
passeio pelo obscuro,
momentos de nostalgia.

em algum lugar do presente.
apenas lamento,
não mais te ter.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

enquanto a vida não vem


é mais uma manhã.
já acordo pensando na hora de dormir.
mais uma vez estou atrasado.
? atrasado para que mesmo?
no ônibus em meio ao rotineiro tumulto.
observo os rostos cansados das pessoas.
tento adivinhar seus futuros e o que pensam.
achar um sentido e significado para suas vidas,
assim como tento achar para a minha.
aí percebo que não prevejo mais o futuro,
como quando era criança.

a cidade é a mesma.
dos velhos temporais,
do trânsito parado e chato,
da poluição visual,
das pessoas apressadas,
em busca de sabe-se lá o quê.
me sensibilizo com um mendigo que sem abrigo,
procura comida na lata do lixo.
que mentira!
estou muito disperso para isso.

sigo sonolento e entediado,
até a hora que vejo,
a menina que me faz suspirar,
penso então que encontrei,
o significado e um sentido para a minha vida.

à noite chego em casa.
deito pensando na hora de acordar,
e na hora de dormir do outro dia.
o corpo pede descanso,
mas a mente está a mil por hora,
a pensar no dia que passou,
e no mendigo que procurava comida no lixo.
que mentira!
estou muito cansado para isso.

depoimento


Sheila,

bom domingo!
a velha retórica se faz presente.
saudades de você.
dessas que matam a gente.
dessas que nos deixam assim...
...a pensar, a sorrir, involuntariamente.
com um olhar distante,
ao lembrar do passado.
um ano, dois anos, o tempo não importa.
saudades...
das cartas que te escrevia,
das cartas que recebia.
fragmentos de sentimentos,
em papéis amassados.
bilhetinhos de criança.
"...cobrimos espaços com mensagens
mal acabadas".
saudades do que passou e,
"...de tudo que eu ainda não vi".
foram essas as saudades que eu senti.

*depoimento do orkut escrito em 23/03/08 às 1h29min.

presente de natal


sou reles mortal.
diante de tal.
simples beleza.
pura e ingênua.
pueril!

sou reles mortal.
diante de tal.
menina morena.
Marina.

mensagem para 2009


quem sabe outros sonhos para se sonhar.
quem sabe outros lugares para conhecer.
quem sabe outras ruas para andar.
quem sabe...viajar mais!

quem sabe outros olhares para cruzar.
quem sabe outras metas pra estabelecer.
quem sabe se permitir.
quem sabe se conhecer.

quem sabe no campo ou na praia.
quem sabe de dia ou à noite.
quem sabe o paraíso.
a cinco minutos de casa.

um novo ano começou.
tente fazer acontecer.
quiçá, quiçá, quiçá!

reflexão acerca da vida ou da morte


às vezes a gente parece até morto.
parado, calado, sem expressão.
ainda assim nosso corpo é vida.
o cérebro trabalha, o sangue corre nas veias
o coração bate, repetidas vezes.
durante horas, dias, anos.
ouvi um médico dizer na televisão,
que quando morremos, demora 48 horas até que a última célula do corpo, pare de funcionar.
nosso corpo é um país, um mundo cheio de vida.
embora às vezes não pareça.

lotes lindeiros


nos lotes lindeiros da cidade
a necessidade, de ter e ser.
nos idos tempos, a tua idade
a fragilidade
o medo de perecer.
no corpo a cabeça pensa
pesa o fato
de procurar se achar
sem se perder.